arte

1/11/2018

18h

Cosme 

Martins,

40 anos

Um dos cartões postais do Maranhão é o belo conjunto de azulejos dos prédios centenário da capital, São Luis.  E é este imaginário que inspira, em parte, a exposição do artista Cosme Martins, no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC. A mostra “Alma Azulejada – Cosme Martins 40 anos” reúne 12 quadros em acrílica sobre tela da fase figurativa e também da sua atual fase abstrata. Os trabalhos apresentam uma explosão de pigmentos multicoloridos que fazem brotar de suas telas a alma azulejada do pintor, alternando as cores inquietas da poesia com jardins abstratos, onde semeamos a flor misteriosa dos nossos desejos.

O poeta Carlos Dimuro, curador da exposição, assim define a obra de Cosme Martins: “azulejar nossos olhos com beleza e imaginação é o labor incansável deste maranhense do mundo”. Leia mais abaixo.

Fotos: Marco Rodrigues.

Maranhense de São Bento, nascido em 1959, Cosme Martins iniciou sua carreira pintando temas figurativos locais. Na década de 80, mudou-se para o Rio de Janeiro com o objetivo de expandir o reconhecimento de sua arte.

Obteve orientação de grandes artistas, como Rubens Gerchman, Luiz Áquila, Aluísio Carvão, Kate Van Scherpenberg e José Maria Dias da Cruz. Estas vivencias com alguns dos grandes nomes da arte brasileira favoreceram a obtenção de prêmios e participações em salões e importantes museus, como Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro e Museu de Arte Moderna de São Paulo.

No desenvolvimento de sua obra, Cosme Martins adquiriu reconhecimento, e despertou interferências de críticos notáveis.  Walmir Ayala, por exemplo, afirmou que sua maneira de pintar era a “nova escrita”. Outro crítico importante, Roberto Pontual, abriu ao artista as primeiras portas para o mercado de arte. Hospedou Cosme Martins em Paris, cidade que o recebeu como vencedor do Prêmio Viagem, através da participação na exposição A “Mão Afro Brasileira em Pintura”.

Nessa viagem, Cosme Martins pôde conhecer nomes como Cícero Dias, Manabu Mabe e ainda reencontrar Rubens Gerchman, que lhe deu aulas e foi o primeiro a lhe dizer, anos antes, que sua arte poderia alcançar projeção nacional.

Na fase conhecida como “Favelas”, observa-se nos trabalhos de Cosme a transição entre o figurativo e o abstrato: elementos como barracos e pessoas foram se tornando cada vez menos óbvios, até a pintura alcançar a total ausência da figura como podemos perceber nos seus trabalhos atuais.

Suas telas apresentam texturas em terracota que são construídas com uma técnica que o artista não revela, porém, capaz de manter a firmeza e evitar os craquelês. Outro elemento nos trabalhos de Cosme Martins, a variedade de cores é movida pela sensibilidade do artista, que confessa não conseguir chegar a um limite até que sua agonia seja substituída pela sensação de prazer ao terminar suas telas.

 

Serviço:

Exposição Alma Azulejada – Cosme Martins 40 anos

Até 2 de dezembro

Visitação: Terça a sexta: das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriado: das 13h às 18h.

Ingressos: R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00.

Grátis aos domingos.

Museu Nacional de Belas Artes/MNBA: Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia

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"O chic do rio" é uma publicação da Mago Ideias de Comunicação ltda. Veja aqui o expediente.

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